terça-feira, 14 de janeiro de 2014
um lugar para os dias
a ilha é um lugar espesso e lento. A terra onde nasci e onde tenho vivido. Por muito que dela se diga ou não diga, a ilha é sempre uma reserva de ansiedades. Viver num pequeno território montanhoso cercado de oceano é ter o coração à beira do abismo e do naufrágio (...)
a ilha abriga sons felizes, mas estabelece um temível fragor que é o do confronto entre a ternura e o descontentamento.
Entre o perigoso abraço da ilha e o incerto acolhimento do mundo, escolha quem puder.
in Irene Lucília, 2013, Um lugar para os dias, p. 21-22
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